
O site de notícias G1 teve acesso ao depoimento de Nayara Vieira, dado na quarta-feira, na primeira vez que teve a liberdade do seqüestro, fiquei abismada com o falso ego de Lindemberg e como a imprensa atrapalhou as negociações lhe dando lhe espaço para entrevistas.
Em depoimento Nayara disse que Lindemberg não tinha um plano definido ao entrar no apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, e fazer refém quatro jovens. Nayara contou que A todo o momento, ele dizia que não sabia o que ia fazer. Sua intenção era encontrar Eloá sozinha. Após liberar os dois jovens na noite de segunda-feira Lindemberg disse que os policiais não estavam acreditando nele e que só botariam uma fé quando uma das reféns
fosse morta. Em seguida, disparou pela janela contra um policial. Após o disparo ele começou a sorrir, passando a dizer que ‘ele era o cara’ descreve Nayara sobre o momento após sobre o tiro disparado contra o policial. Lindemberg ainda pediu que os policiais se dirigissem ao pátio. De acordo com Nayara, o seqüestrador teria achado essa conversa divertida e afirmado que os policiais haviam demonstrado medo dele. Ao obse
rvar o isolamento do prédio, ele disse que era o príncipe do gueto, o cara que mandava no local, continuou a garota.
Na noite de segunda-feira Lindemberg se acalmou. Porém seu comportamento tornou a mudar quando pegou o celular de Eloá e encontrou uma mensagem assinada por Felipe. O seqüestrador ligou para o rapaz, se passando pelo irmão de Eloá, e disse que já sabia do affairentre os dois. Nayara contou que Lindemberg nbateu em Eloá, quando a jovem começou a gritar. Depois para dormir, o seqüestrador amarrou as duas jovens com fita adesiva e camisetas.
Segundo Nayara, Lindemberg obrigou Eloá a beijá-lo, mas depois forçou mais atos de intimidade com Eloá.
Ao libertar Nayara, n
a terça à noite, o se
qüestrador a levou até a porta e disse para correr. A jovem afirmou que ele ameaçou atirar em suas costas, caso ela saísse devagar.
Durante as primeiras 30 horas que permaneceu no local, Nayara contou que Lindemberg não a agrediu e efetuou quatro ou cinco dis
paros: um contra o policial, um contra pessoas que se aglomeravam em volta ao prédio, um contra o computador de Eloá e outros dois no banheiro. Segundo a jovem, o seqüestrador levou ao apartamento um revólver e um saquinho com munição e depois encontrou um espingarda com munição atrás do armário do quarto do casal.
Nayara está internada no Centro Hospitalar de Santo André, embora ainda haja risco de infecção, a jovem se recupera bem. Eloá teve morte cerebral e sua família autorizou nesta manhã a doação dos órgãos.
Fonte:http://deborawolf.wordpress.com/2008/10/19/depoimento-de-nayara/

